segunda-feira, janeiro 31, 2005
quinta-feira, janeiro 27, 2005
quinta-feira, janeiro 20, 2005
Janeiro 2005 VII
Já fazia alguns dias quando o Rui me pediu para ir ter com ele à Gare do Oriente, porque ele ia apanhar o comboio para ir para a terra, tinha uma hora para estar comigo, quando me pediu isto, fiquei tão contente, afinal íamos estar em público e tinha sido ele a pedir-me e não eu a sugerir, mas quando lá cheguei, mais uma vez me arrependi de ter ido, para me voltar a tratar assim. Por fora estava calmíssima na medida do possível, mas por dentro estava como panela de pressão ao lume preste a explodir, e decidir que me ia embora, perguntei-lhe quando é que era o comboio, disse que levava uma meia hora, inventei uma qualquer desculpa e fui-me embora, já não estava a aguentar. Já estava perita em inventar desculpas tudo por causa dele, apanhei metro para longe dali e
chorei numa qualquer casa de banho pública com vergonha de chorar em público, quando me recompus segui em frente com a minha vida. Tinha de ir à Av. Almirante Reis onde trabalha um amigo meu, era a hora de almoço e ele sem saber fez a única coisa que eu precisava naquele momento, no meio da avenida deu-me um enorme abraço, ele nem sabe o bem que me fez, alguém no mundo não tinha vergonha de mim, vergonha de mostrar que tinha carinho por mim. Sem ele saber deu-me forças, as forças que eu precisava naquele momento.
Gosto imenso desse meu amigo, mas por causa disso ele ganhou um lugarzinho especial no meu coração. Quando me cumprimentou pareceria que não me via há anos, mas na realidade não me via no máximo há três dias, e quase todas as semanas nos vimos. Mas o que tem de espantoso foi que ele nunca me cumprimentou assim, foi como se pressentisse que eu precisava. É como se costuma dizer: “Um amigo conhece-nos melhor num segundo, que um conhecido em mil anos.” E curiosamente, não me voltou a cumprimentar assim. Janeiro 2005 VI
No dia seguinte, ele quis estar comigo mas eu já sabia o que ele queria, e depois do que se tinha passado no dia anterior eu não tinha nenhuma vontade de estar com ele, quando lhe disse que não dava para ir (mas só não dava porque eu não queria, tenho de admitir) respondeu-me em tom magoado: “Tu é que sabes!” como se eu fosse a má da fita, também tinha a minha cota parte de culpa, mas não podia ser responsabilizada pela falta de coragem dele, pela inércia dele, já bastava a minha que me custava tanto, e eu tentava ultrapassa-la e não conseguia, e isso já me fazia sentir frustrada o suficiente, não precisava de levar nas costas a responsabilidade que a ele pertencia. quarta-feira, janeiro 19, 2005
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Janeiro 2005 III
Por esta altura da relação, quando ele ia à terra já não tinha tanta necessidade de falar comigo, e isso começou a assustar-me, aquela terra começava a avançar e eu a perder terreno nas prioridades dele, talvez ele nunca tenha gostado de mim, o suficiente para pôr a paixão por aquela terra em segundo plano, e isso começava a assustar-me. As coisas começaram a complicar-se e a falta de diálogo era evidente, e só gostar dele começa a parecer pouco, ele próprio já questiona o facto de falarmos pouco. A realidade não era bem essa, nós até falámos mas de banalidades, nunca de nós, mas como é que posso falar de mim a uma pessoa que só está comigo quando estamos sozinhos, basta estar mais alguém para ele se afastar de mim, nem é preciso conhecer a pessoa para se afastar. O drama que ele fez à menos de um mês só porque lhe queria dar a mão, era mais do que sinónimo de que eu queria uma relação séria, já ele. Como é que eu vou criar confiança com uma pessoa assim, que me faz sentir um lixo quando estou em público com ele. Se por algum motivo tinha vergonha de mim, o que é que ele estava a fazer comigo… porque perder tempo com esta suposta relação. Que apesar de não ser nada para ele, para mim era uma relação. Eu gostava tanto de ter uma conversa com ele antes que fosse tarde, mas eu sabia que ia tomar uma atitude decisiva e curiosamente a que não queria tomar. A de pôr um ponto final neste meu sonho de sempre que se tornou num inferno.
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Janeiro 2005 II
Dias depois encontramo-nos e a nossa relação continuava a evoluir, mas eu continuava insatisfeita com a inércia dele em relação a assumir esta relação, sei que pareço chata e talvez histérica com esta situação, mas a realidade é que raramente ou quase nunca falávamos sobre isso, e esse era outro problema. Neste tempo todo tinha tentado falar sobre isso duas vezes com ele, perguntando-lhe o que ele estava à espera de mim, o que queria de mim, e apenas me respondia, deixa ficar assim, vamos ver onde vai dar… acabei por perder o à vontade de falar com ele, porque já sabia o que ele me ia dizer, afinal era sempre o mesmo, e acabava por rir por dentro cada vez que ele dizia “quando tiveres alguma coisa para me dizer, diz…” aquilo que lhe dizia, ou tentava dizer ele não ligava, não dava importância.
Está também que somos pessoas diferentes, que possivelmente temos ideias e sonhos diferentes mas na realidade não estávamos a construir nada em conjunto e isso era evidente para mim, por mais que eu me quisesse enganar. E embora a nossa relação estivesse a evoluir ela estava a cair num abismo, sobretudo por falta de dialogo, mas eu cheguei a um ponto que já não tinha abertura com ele para iniciar qualquer conversa que fosse mais delicada, esta relação estava a tornar-se numa bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento. Eu tentava mas já não conseguia falar com ele. Para ser sincera não sei como é que isto chegou a este ponto.
Está também que somos pessoas diferentes, que possivelmente temos ideias e sonhos diferentes mas na realidade não estávamos a construir nada em conjunto e isso era evidente para mim, por mais que eu me quisesse enganar. E embora a nossa relação estivesse a evoluir ela estava a cair num abismo, sobretudo por falta de dialogo, mas eu cheguei a um ponto que já não tinha abertura com ele para iniciar qualquer conversa que fosse mais delicada, esta relação estava a tornar-se numa bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento. Eu tentava mas já não conseguia falar com ele. Para ser sincera não sei como é que isto chegou a este ponto.sábado, janeiro 01, 2005
Janeiro 2005
Era uma da manhã quando ele voltou a telefonar, estava tão contente, que mesmo longe, junto dos amigos, ele não se esquecia de mim, mas porquê me esconder… vai ser isso que vai destruir a nossa relação.Não tenho muita sorte com as passagens de ano, e este ano não foi excepção o ambiente estava pesado por causa de todo o comportamento do Miguel ao longo deste ano, afinal ninguém se tinha esquecido do que se tinha passado no ano passado por esta altura, e agora estava tudo a repetir-se com a Marina, pois ele tinha terminado a relação porque estava confuso, e aproveitou a passagem de ano para se meter com outra rapariga, quanto mais eu assistia às cenas dele mais deplorável eu achava a situação. Comecei a questionar o facto de eu me ter sentido atraída por ele, era impossível isso ter acontecido, afinal de contas ele não vale nada. Pode ser um excelente amigo, não tenho dúvidas disse, mas é um ordinário com as mulheres, usa-as como objectos. Graças a Deus que eu sou uma pessoa difícil e não lhe caí nas garras, porque a pena que eu estou a sentir por ela estaria a sentir por mim.
Comecei bem o dia, assim que acordei, não conseguia comer nada, a minha boca estava desfigurada com a quantidade de aftas que tinha, e como não conseguia engolir, até a saliva era difícil, fui recambiada para o hospital. Para comer tinha te passar um gel analgésico caso contrário não comia. Tive direito a um bom início de ano.
Eu e o Rui estávamos a combinar encontrar-nos no dia a seguir, mas eu ainda não estava em condições para ir ter com ele, e o encontro foi adiado.





