terça-feira, agosto 23, 2005

Agosto 2005 XIV

A meio de Agosto eu mais três amigas combinámos de ir passar um fim-de-semana de Outubro a Vila de Rei, eu estava disposta a esquece-lo a todo o custo já que a distância não estava a ajudar, comecei a pensar que talvez aproximando-me fosse mais fácil, que ele me decepcionasse com alguma coisa, como se fosse a última gota para encher o tanque e este transbordasse e por fim toda este sentimento se transformasse em cinzas, era só o que eu queria… mas também estava ciente que o tiro podia-me sair ao contrário, mas eu já não tinha nada a perder, era só mais uma tentativa, como outra qualquer.

segunda-feira, agosto 22, 2005

Agosto 2005 XIII

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domingo, agosto 21, 2005

Agosto 2005 XII

Nessa noite não consegui dormir enquanto não escrevi uma mensagem para enviar ao Victor, que dizia: “ Olá, sei que tens coisas mais importantes para fazer, mas é uma pessoa que conheces há muito tempo que te está a pedir, arranja uns minutos para falar comigo, por favor.” Como era tarde não a enviei e no outro dia de manhã quando ia para enviar a mensagem lembrei-me que fazia exactamente 6 meses que tudo tinha terminado e lembrando-me de tudo o que tinha acontecido fiquei sem coragem de lhe mandar a mensagem e esta ficou guardada na memória do meu telemóvel, até que eu ganhasse coragem.
Dias mais tarde volto a estar com a Isabel e ela volta a insistir para que eu falasse com o Victor, que ele me podia ajudar, disse-lhe que estava a pensar sobre isso, ela respondeu-me para não pensar que lhe mandasse uma mensagem a dizer que queria falar com ele, o que ela não sabia é que eu já tinha a mensagem escrita eu só precisava de ganhar coragem para a enviar. E não estava a conseguir, até porque eu nunca tinha tido nenhuma conversa mais pessoal com o Victor e isso também estava a complicar as coisas. Disse que estava a pensar em fazer o que ela me estava a dizer, mas queria estar mais calma, não agir no impulso com medo de voltar a cometer um erro, e eu já estava farta de erros na minha vida. O problema é que se eu pensasse muito ia acabar por desistir, se é que já não desisti… Conheço-me!!!
Acabei por não mandar a mensagem e esta teve esquecida na memória do meu telemóvel durante meses à espera que ganhasse coragem, e hoje quando a li apercebo-me que talvez tenha perdido a minha oportunidade de recuperar nem que fosse o respeito por ele, porque foi coisa que também perdi devido à falta de coragem dele em assumir as consequências do que fez, ou do que não fez.

Mas o mundo parecia que conspirava contra mim, sempre que achava que estava a conseguir ultrapassar a ausência que ele representava na minha vida, vinha algum acontecimento e punha por terra toda a minha vontade de o esquecer, e recomeçar a minha vida de alguma outra maneira.

sábado, agosto 20, 2005

Agosto 2005 XI

No dia a seguir foi o casamento da minha amiga e não pude falar com a Isabel, mas nada me fazia esquecer que eu tinha de saber com certeza quem é que lá tinha estado, mas no dia a seguir certamente que falava com ela.

E assim foi, encontramo-nos para beber café a seguir ao almoço, estivemos com o pessoal e depois saímos de fininho para que ela falasse comigo, e o inevitável aconteceu, ela confirmou que o Rui tinha ido ontem mais o Nelson e o Victor ter com os meus amigos de Lisboa. Nada estava a fazer sentido.

Ela disse que o Rui estava com muita atenção sempre que o Victor ou o Nelson perguntavam de mim e ela respondia, o interesse dele segundo ela era evidente. Eu e a Isabel ficámos horas a falar do facto dele ter ido lá. Uma coisa é certa ele foi lá porque quis, ninguém o obrigou e ele sabia que havia uma grande possibilidade de me encontrar lá, porque é que foi? Tantas perguntas sem respostas. E o que intrigava mais era acreditar que o Nelson e o Victor sabiam de tudo, esta situação tinha de ter sido combinada entre eles, mas porquê? E para quê?

A Isabel insistia em dizer que eu ainda o afectava e que por isso é que ele tinha vindo, e que os amigos não o tinham obrigado de certeza ele tinha ido ali porque quis. Ela queria que eu falasse com o Victor, porque ele me podia ajudar… prometi-lhe que ia pensar nisso.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Agosto 2005 X


Esta conversa aconteceu numa segunda, e como eu queria afastar-me do pessoal precisava de falar com pessoas diferentes na sexta seguinte fui sair com a Marília, com quem saio poucas vezes, estava numa conversa amena com ela no Parque das Nações quando recebo uma mensagem da Isabel a dizer: “Olá amiga, sabes quem vem cá ter? O Nelson disse que aparecia daqui a pouco. Beijocas.” Ao que respondi: “Se vierem ao Parque das Nações digam qualquer coisa.”

Sem dar muita importância continuei a falar com a Marília, embora me sentisse muito estranha e até tinha feito esse comentário com a Marília e não conseguia perceber porquê, era como se sentisse que estava a perder alguma coisa, mas o quê? Estava a fazer o esforço de me concentrar na conversa com a Marília, quando volto a receber uma mensagem da Isabel, mais ou menos uma hora depois da primeira a dizer: “Eles foram para a terra depois amanhã conto-te melhor, ok.” Quando li esta mensagem a primeira coisa que pensei é que na palavra eles estava incluído o Rui também, mas não tinha motivos para pensar isso, ele só tinha vindo ter connosco uma vez e já fazia anos, não fazia sentido ele ter aparecido agora, quando tinha deixado bem claro que me queria longe. Mas claro que não consegui esperar pelo outro dia e apenas lhe respondi: “Eles quem?” ao que ela de seguida me respondeu: “O Nelson, o Victor e mais uns amigos.” Eu não tinha motivos para acreditar no que estava a pensar, mas alguma coisa me dava a certeza que ele tinha lá estado e que a Isabel não me queria dizer por mensagem, mas ao mesmo tempo eu só queria afastar essa ideia porque não fazia sentido. Ele nunca fez questão de conhecer os meus amigos, não fazia sentido aparecer assim do nada. Tenho de esquecer isto para poder aproveitar os minutos que ainda podia estar com a Marília, tinha ido sair com ela e ia aproveitar da melhor formar o tempo que podia estar com ela, porque ela aceita-me como eu sou, para ela não tem importância aquilo que eu estudei, aquilo que eu vivi, mas sim aquilo que eu sou. E neste momento isso é que importa.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Agosto 2005 IX

Já tinha passado mais de uma semana do casamento do meu primo Rafael quando a Isabel insistiu em falar comigo, tinha estado na terra no fim-de-semana a seguir ao casamento e dizia que tinha uma coisa muito importante para me dizer, não sabia o que pensar, mas sobre o Rui não podia ser ela não sabia quem ele era, pensava eu.

Quando consegui me encontrar com ela, começou-me a falar do Nelson e que ele andava a meter-se com ela, achei estranho, do nada tinha-se lembrado dela, porquê? Mas não dando muito importância ao facto, a Isabel disse que tinha ido ao rio e que tinha lá encontrado o Nelson e que este ia acompanhado pelos amigos, um deles era o Rui de certeza, pela descrição que eu já enumeras vezes tinha feito que só podia ser ele e que as dúvidas que haviam perderam-se quando ele olhou para ela assim que o Nelson a chamou, como se o nome Isabel lhe quisesse dizer alguma coisa, e dizia. Ele sempre sobe que eu tinha uma amiga chamada Isabel e que os pais dela também eram de lá assim como a minha mãe. Eu só não percebo porque é que isso lhe interessou, uma semana antes eu tive lá e ele fez-me sentir a mais insignificante das criaturas e agora estava dar importância ao nome uma pessoa só porque eu tinha uma amiga com esse nome. Não fazia sentido, mas era o que a Isabel estava a querer dizer. Era preciso eu ser muito pretensiosa para acreditar nisso depois de tudo o que já tinha vivido por causa dele. Mas não me ia esquecer do que ela me estava a dizer, e o problema é que eu precisava de muito pouco para voltar a ir a baixo e assim foi. Esta informação trouxe-me novas esperanças que eu não queria alimentar, mas mesmo assim, havia qualquer coisa que fazia com que o meu coração estivesse a voltar a bater mais forte e eu não queria me enganar outra vez, eu já conhecia os estragos que ele conseguia, ou a falta dele conseguiam fazer à minha vida, e eu não ia deixar que voltasse a acontecer.

quarta-feira, agosto 10, 2005

Agosto 2005 VIII

Este ano, sem sombra de dúvidas era o ano dos casamentos. O Proximo casamento era de uma amiga, cheguei a ver a prova do vestido dela e apesar de já ter sonhado tantas vezes com o meu casamento, tive a impressão que já não me dizia nada, a felicidade dela não me contagiava, mas estava feliz por ela, mas parecia que tudo aquilo tinha deixado de fazer sentido para mim.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Agosto 2005 VII

No dia seguinte segui para Lisboa, o aniversário do meu irmão aproximava-se e estava combinado um jantar com a família e amigos, claro que o Filipe estava lá e que como sempre a conquista estava no ar, e mais do que nunca alinhei nos avanços deles, ele fazia-me sentir mulher e naquele momento era apenas o que precisava. Sempre consciente que para ele eu era apenas mais uma conquista por isso sempre deixei o limite a que ele podia chegar sempre visível para que ele não se entusiasmasse.

domingo, agosto 07, 2005

Agosto 2005 VI

Nos dias seguintes ainda fiquei por Vila de Rei, para ir um pouco à Feira, acaba por ser sempre um ritual ir lá nesta altura.
No domingo a seguir ao casamento, não vi o Rui ele não a apareceu na Feira, mas em compensação o Victor andava muito atencioso comigo, o que me deu alguma segurança para falar com o Rui se ele tivesse aparecido, teria sido o melhor dia para nós falarmos, o casamento já tinha passado, estávamos num ambiente familiar aos dois, a feira… mas ele não apareceu, e se não falar-se neste domingo já não garantia que voltasse a ter coragem de falar com ele.

Na noite de segunda o Rui estava na Feira para meu espanto, e tenho a sensação que me custou mais nesta noite que no sábado o dia todo… fiquei com a sensação que ele tinha conseguido o que queria, estava a sentir que estava a deixa de gostar dele, e até isso me doía afinal de contas tinha sido o sonho de quase uma vida, e como já disse eu tinha gostado de gostar dele, coisa que nunca me tinha acontecido, como se fosse um conto de fadas um sentimento que só lê nos livros de infância, porque na realidade sentimentos deste género só estão no nosso imaginário, hoje em dia para gostares de alguém olhas para a aparência, para os estudos, para a família, para a profissão, os bens materiais, e esqueceste de olhar para o mais importante para a pessoa, os seus sentimentos, valores, sonhos e ambições e eu estava a ver tudo isso esvai-se diante dos meus olhos enquanto ele dançava com a minha prima e olhava furtivamente para mim, sempre a vergonha, é ela que está no meio de nós. Tinha-se perdido o encanto, e já não havia nada que se pudesse fazer, afinal nenhum dos dois tinha coragem de dar o passo a trás. Neste dia não o cumprimentei, talvez por falta de coragem ou muito por orgulho ferido, ele magoou-me muito e não vale a pena fingir que não o fez. Pelo menos de cínica ninguém me podia acusar.

sábado, agosto 06, 2005

Agosto 2005 V

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sexta-feira, agosto 05, 2005

Agosto 2005 IV

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quinta-feira, agosto 04, 2005

Agosto 2005 III

O mais curioso foi que passei a noite toda a meter-me com o Filipe para ele dançar comigo, e estava a ver que não conseguia, mas por teimosia lá consegui arrancar o Filipe para dançar, já no final da noite, e quando consegui atingir o meu objectivo de dançar com o rapaz, nunca mais vi o Rui nessa noite. (...)

quarta-feira, agosto 03, 2005

Agosto 2005 II

O tempo ia passado e houve algumas trocas de olhares, mas eu não me aproximava dele por nada, e sempre que o via por perto fazia questão de me afastar. Mas era inevitável que num dia inteiro de contacto, nem que fosse apenas visual nós tínhamo-nos de cruzar. E assim foi. Eu estava sentada na minha mesa quando o vi levantar-se e apercebi-me que ele ia passar por mim, nessa fracção de segundo pensei em me levantar para não me sujeitar a qualquer contacto com ele, mas depois não, não vou sair do meu lugar, também quero ver a reacção dele, e foi deplorável, definitivamente ele que não abra a boca. Disse-me olá, retribui o comprimento, e assim que o fiz dirigiu-se a mim e deu-me dois beijos, como se nada fosse, os quais não recusei porque não estava sozinha. E para rematar diz: “Estás muito parada hoje!” fiquei estupefacta a olhar para ele sem perceber o sentido do que ele me dizia e apenas respondi: “Não por muito tempo!” e assim foi. Quando os noivos abriram o baile, a pista era minha, dancei com toda a gente com quem quis dançar, com os meus primos, tios e amigos, parada eu não ia ficar.

terça-feira, agosto 02, 2005

Agosto 2005

Depois das fotografias em casa do noivo, os convidados seguiram rumo à cerimónia da igreja… depois de cerca de uma hora de juramentos matrimoniais, foi altura dos noivos se dirigirem à sacristia para assinar os votos do matrimónio, enquanto isso cá fora os convidados organizavam-se para receber os noivos com o arroz e as pétalas de rosas. Assim que sai da igreja as primeiras pessoas que vi foram as irmãs o Rui, e como não tinham vindo com o Luís tudo indicava que o Rui estava por perto. Era questão de tempo e eu sabia que não estava preparada, pus-me a brincar com a minha afilhada e as restantes crianças que ali estavam para a afastar de vez o medo de o ver. Mas foi inevitável, ele estava ali… e a única coisa que pensei foi onde ele estiver eu não estou. E assim foi.

Esta foi a melhor atitude que eu tomei, porque estava no casamento do meu primo e não me ia por ali a discutir com ele, não é que ele não merecesse, mas eu já tinha passado por tanto não ia passar pela vergonha de parecer uma mulher enjeitada por ele. Nem pensar! Ainda tenho o meu orgulho e não vou fazer nada que me faça sentir pior do que eu já estava. Para quem visse de fora até podia parecer que eu estivesse a fugir, mas apenas me estava a defender de um desgaste inútil, o de falar com ele… afinal ele próprio tinha decidido que não ia falar comigo, foi uma escolha dele, eu tinha-lhe dado a hipótese e mais uma vez deitou-a fora e desprezou qualquer tentativa que eu tive em resolver pelo melhor esta situação. No casamento não, talvez depois se houvesse oportunidade.

3Doors Down "Here Without You"