quinta-feira, fevereiro 16, 2006
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Agora a ti...
Ai! O que fizemos com a nossa vida.
Quando voltares a dizer a alguém, que estás a gostar, certifica-te primeiro que tens a certeza disso.
Já me preocupei tanto contigo, que neste momento não me incomoda a maneira como vais receber esta informação, porque chegou a vez de me preocupar comigo mesma. E, neste momento, está a fazer-me bem escrever tudo isto. Aguentei durante anos um sentimento que merecia mais respeito, respeito que não teve. E, ao contrário de ti, não tenho vergonha de o ter sentido, pois foi, sem sombra de dúvidas o sentimento mais bonito que tive na vida. Sobretudo, porque me preocupei sempre mais contigo, e abdiquei deste sentimento para não interferir na tua relação com o teu irmão, e isso não se vê muitas vezes. E este sentimento é bonito por toda a história que o envolve, passaram tantas pessoas na minha vida que nem mossa deixaram, e tu passaste por todas elas. Elas iam ficando para trás e tu continuando.
Hoje pergunto-me: “O que é que eu tive à espera?”, respondo: “De mais uma decepção.” E descobri que não pensaste duas vezes em pôr em causa um relacionamento de anos, por uma experiência, que foi um pesadelo e uma tortura para mim. E isso não te preocupou minimamente.
Sempre ouvi dizer: “Deus quando te quer castigar, responde às tuas preces.” Na realidade foi coisa que nunca pedi a Deus, pelo menos conscientemente, inconscientemente não sei… afinal foram alguns anos… que não valeram a pena.
Quando a relação acabou, pensei vezes sem conta, que continuavas a gostar de mim, só que não sabias lidar com esse sentimento, mas hoje, meses depois apercebo-me que nunca gostaste, não é possível deixar para trás um sentimento que tenha existido, da maneira como tu o fizeste. Se fosse possível, nunca teria pensado em ti, todos estes anos da minha vida… mesmo ausente, este sentimento acompanhou-me sempre, praticamente desde que te conheço. E não percebo porquê, se ao menos tivesses merecido, eu entenderia.
Neste momento, deves te estar a sentir convencido, mas já não tens motivos para isso. Tu destruíste tudo o que eu disse anteriormente.
Gostava que não adulterasse nada do que aqui escrevi, nem fantasiasses… não escrevi nas entrelinhas. E não retiro nem acrescento nada ao que disse.
E neste momento apercebo-me que não mereceste um segundo sequer do tempo que eu parei a minha vida para pensar em ti, pois cheguei a pensar que para mim tu eras mais importante, importância que eu nunca tive na tua vida, só não sei o que é que tu fizeste do teu tempo para ser mais importante.
Eras a última pessoa no mundo com quem eu poderia brincar, e de quem eu poderia aceitar que brincasse com os meus sentimentos, teria sempre muito a perder, sobretudo o sentimento que sempre considerei o mais bonito que tive. Foi a única vez que gostei, e que gostei de gostar de alguém… não era um sentimento tumultuoso, nem de muita paixão, nunca foi, era um sentimento doce, tão doce, um sonho, sempre o considerei um sonho, e acho que por isso nunca lutei por esse sentimento… para não o destruir.
Quando algum dia a mulher que escolheres para estar contigo os melhores anos da tua vida, conseguir te dar tamanha prova de amor, é porque tens mais sorte do que algum dia achastes que podias ter na vida, e faz por lhe retribuir de forma igual, porque há coisas que dificilmente se repetem.
Esta é sem sombra de dúvidas a maior prova de amor, que um dia, uma pessoa pode dar a alguém…
E tu mandaste tudo fora…


