Agosto 1997 II
Com a minha vinda à terra, mais uma vez bem recebida pelo pessoal... mais vontade eu tinha de voltar de todas as vezes que me ia embora.
A única pessoa que, de alguma forma, contribuía negativamente para a minha estadia era o Rui que insistia em me atingir... de que maneira fosse. Até hoje não percebo porquê? Até pode ter sido impressão minha, o problema é que eu não acredito muito nisso, porque ele chegava a ser arrogante. Mas também uma pessoa que praticamente não se ri, tinha sempre um ar sério... era natural que não se desse com uma pessoa comunicativa, talvez isso mexesse com os nervos do rapaz? A resposta não sei dar.
Ele nunca levou uma resposta mais agressiva da minha parte, porque eu simpatizava muito com o irmão dele, o Luís.
Como é que dois irmãos podem ser tão diferentes? Mas a realidade é que acontecia, e era brutal a diferença entre eles os dois.
Mas falando de coisas mais interessantes, enquanto a minha relação com o Rui parecia caminhar para um abismo, a minha relação com o Luís fortificava... adorava a companhia dele. Brincávamos imenso, dançava com ele nas festas... e falávamos horas e horas sem nos cansarmos. Era gratificante ter esta amizade, de ano para ano mais consolidada ficava a nossa amizade. Era extraordinária a cumplicidade que tinha com ele, não me lembro nunca de ter uma cumplicidade tão grande com um rapaz, o que o tornava uma pessoa extremamente especial para mim... alguém que nunca, num segundo se quer da minha vida, pensaria magoar... antes magoar-me a mim.
As férias terminavam, eu voltava a Lisboa com um foço enorme na minha vida... esta amizade era tudo para mim nesta altura.



