Agosto 1998 II
Enquanto a minha relação com o Rui de alguma forma estava a nascer agora, a minha relação com o irmão dele, o Luís, estava cada vez mais bonita, confiava nele como no meu irmão, era provavelmente das poucas pessoas que acreditava que nunca me fariam mal. Porque nunca me passaria pela cabeça lhe fazer mal, e para mim aquela relação era recíproca. Sem cobranças, sem conflitos, com muita alegria... um amigo, com toda a ascensão da palavra.
Quando vim das férias, com todas aquelas festas, todo o divertimento e todo o convívio do verão, vim para mais um ano cinzento em Lisboa, onde passava o meu tempo praticamente a estudar. Embora, claro, desse algumas escapadelas aos estudos para sair com o pessoal e divertir-me, um cinema, um passeio...
É engraçado, parece que a minha opinião a respeito dele mudou e a maneira como o via também. Por isso dei-lhe oportunidade de falar comigo, apesar da impressão que tinha anteriormente. Ainda que nós os dois fossemos da mesma idade ele mostrou-se uma pessoa responsável e muito decidida, parecia que já sabia o que pretendia para o futuro, surpreendeu-me.
