
No dia seguinte, ele quis estar comigo mas eu já sabia o que ele queria, e depois do que se tinha passado no dia anterior eu não tinha nenhuma vontade de estar com ele, quando lhe disse que não dava para ir (mas só não dava porque eu não queria, tenho de admitir) respondeu-me em tom magoado: “
Tu é que sabes!” como se eu fosse a má da fita, também tinha a minha cota parte de culpa, mas não podia ser responsabilizada pela falta de coragem dele, pela inércia dele, já bastava a minha que me custava tanto, e eu tentava ultrapassa-la e não conseguia, e isso já me fazia sentir frustrada o suficiente, não precisava de levar nas costas a responsabilidade que a ele pertencia.
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