Janeiro 2005 II
Dias depois encontramo-nos e a nossa relação continuava a evoluir, mas eu continuava insatisfeita com a inércia dele em relação a assumir esta relação, sei que pareço chata e talvez histérica com esta situação, mas a realidade é que raramente ou quase nunca falávamos sobre isso, e esse era outro problema. Neste tempo todo tinha tentado falar sobre isso duas vezes com ele, perguntando-lhe o que ele estava à espera de mim, o que queria de mim, e apenas me respondia, deixa ficar assim, vamos ver onde vai dar… acabei por perder o à vontade de falar com ele, porque já sabia o que ele me ia dizer, afinal era sempre o mesmo, e acabava por rir por dentro cada vez que ele dizia “quando tiveres alguma coisa para me dizer, diz…” aquilo que lhe dizia, ou tentava dizer ele não ligava, não dava importância.
Está também que somos pessoas diferentes, que possivelmente temos ideias e sonhos diferentes mas na realidade não estávamos a construir nada em conjunto e isso era evidente para mim, por mais que eu me quisesse enganar. E embora a nossa relação estivesse a evoluir ela estava a cair num abismo, sobretudo por falta de dialogo, mas eu cheguei a um ponto que já não tinha abertura com ele para iniciar qualquer conversa que fosse mais delicada, esta relação estava a tornar-se numa bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento. Eu tentava mas já não conseguia falar com ele. Para ser sincera não sei como é que isto chegou a este ponto.
Está também que somos pessoas diferentes, que possivelmente temos ideias e sonhos diferentes mas na realidade não estávamos a construir nada em conjunto e isso era evidente para mim, por mais que eu me quisesse enganar. E embora a nossa relação estivesse a evoluir ela estava a cair num abismo, sobretudo por falta de dialogo, mas eu cheguei a um ponto que já não tinha abertura com ele para iniciar qualquer conversa que fosse mais delicada, esta relação estava a tornar-se numa bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento. Eu tentava mas já não conseguia falar com ele. Para ser sincera não sei como é que isto chegou a este ponto.

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