Agosto 2004 III
No dia seguinte voltei a Lisboa, quando ia no caminho senti uma dor no peito, como se tivesse deixado alguma coisa para trás e tinha. A vontade de voltar era tão grande, tão grande… que só me apeteceu esquecer que tinha uma vida em Lisboa à minha espera, um trabalho e muitas responsabilidades, eu só queria estar ali, foi desesperante deixar o que eu mais queria, naquele momento, para trás. Se havia alguma dúvida, neste fim-de-semana tinha deixado de haver… eu queria levar isto avante, mas não sabia o que fazer.
Nem sequer sabia se estava a existir realmente um interesse da parte dele, a verdade é que alguma coisa tinha mudado, mas o quê? As minhas dúvidas eram quase mortais, apesar dos pensamentos contraditórios que insistiam aflorar na minha mente, a única coisa que eu tinha a certeza era não queria prejudicar a minha relação com ele, e não sabia até que ponto já o tinha feito.
Nem sequer sabia se estava a existir realmente um interesse da parte dele, a verdade é que alguma coisa tinha mudado, mas o quê? As minhas dúvidas eram quase mortais, apesar dos pensamentos contraditórios que insistiam aflorar na minha mente, a única coisa que eu tinha a certeza era não queria prejudicar a minha relação com ele, e não sabia até que ponto já o tinha feito. Sabia que ele ia estar em Vila de Rei até à quinta-feira seguinte à festa, e o curioso é que nesse período de tempo ele não mandou noticias nenhumas, estranho! E desanimei. Quando voltou a Faro, voltou-se a lembrar de mim, é muito mau… lembrarmo-nos dos outros só quando nos sentimos sós. É muito mau mesmo… mas tenho que admitir que na altura não dei por isso, fiquei tão contente de receber uma notícia dele, que até me esqueci que ele não dava notícias a alguns dias. Nos finais de Agosto ele teve a confirmação que vinha para Lisboa.


