sexta-feira, setembro 30, 2005

Setembro 2005 XII

Posso não ter aquilo que mais queria, mas não importa… orgulho-me de ser quem sou e de das escolhas que fiz, ou ter-me-ia tornado noutra pessoa.

E num clima um pouco pesado acabámos por nos despedir e ficámos com a certeza de que éramos bons amigos, mas que as coisas como um casal definitivamente não iriam dar certo.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Setembro 2005 XI

E assim foi no dia seguinte ele foi-me buscar a casa e seguimos rumo a casa do meu irmão para lanchar. No caminho para lá portámo-nos bem, falámos sobre trivialidades, e quando chegámos a casa do meu irmão, percebi que o no lanche éramos só nós os quatros, fiquei espantada com a situação, o que estavam ali a fazer aquelas quatro almas a lanchar. O lanche foi calmo até que o meu irmão e o Filipe saíram e a minha cunhada começou a dizer que eu e o Filipe fazíamos um casal bonito, que nos dávamos bem, e que era pena não estarmos juntos. Ainda lhe perguntei se ela simpatizava comigo, visto que ele é um rapaz que não gosta muito de compromissos. Ela teve que concordar comigo, no que estava a dizer, mas a isso acrescentou que nunca o tinha visto ele a falar sobre uma mulher como o fazia de mim. E ela ainda afirmou que ele gostava de mim, que há anos que o via meter-se comigo. Ele fazia isso porque eu sempre lhe dei resposta, e respeita-me porque nunca me deixei levar pelas investidas dele, isso fez com que ele me respeitasse. Nunca fui uma pessoa muito fácil e por isso é que as minhas relações nunca foram duradoiras… mas também digo a que durar é para a vida.
Não sou pessoa de fingir que sou boazinha para agarrar um homem, eu mostro-me como eu sou, refilona, teimosa mas com um coração enorme, que só me faz cometer erros. Talvez um dia. Acho que hoje em dia a sinceridade assusta e por isso nunca tive muita sorte. Não sou melhor do que ninguém, mas esforço-me.

Quando o meu irmão e o Filipe chegaram o lanche tornou-se num jogo de gato e rato, em que a minha cunhada me empurrava o Filipe, o próprio Filipe alinhava no que ela dizia, o meu irmão não se manifestava e eu para não parecer desmancha-prazeres nem dizia que sim, nem dizia que não, ia empurrando com a barriga. Até que nos viemos embora e eu tive de ficar sozinha com ele, e ai a conversa foi outra.

Estava a meter-se comigo, quando lhe perguntei: “Ainda não desististe de me cantar a cantiga do bandido?” foi ai que o vi pela primeira vez desarmado numa brincadeira comigo, o que vinha a seguir é que eu não estava à espera, e num tom sério diz que noutras alturas o tinha feito, mas que neste momento não.

Eu sempre soube que eu e o Filipe discordávamos de um conjunto de ideias e que por isso tínhamos comportamentos diferentes perante a vida e as escolhas que fazíamos. Eu sei que para ele sou o que corresponde a uma menina bem comportada, é certo que já cometi erros na vida, mas ainda assim não me arrependo do que fiz, também aprendi com os meus erros. Foi a primeira vez que discuti com ele, porque ele deu a entender que eu levava a vida muito a sério, e o que lhe disse é que bem ou mal as escolhas que tinha feito na vida continuavam a ser aquelas em que acreditava, e mesmo ele não concordando eu ia continuar com o meu comportamento sério, como ele disse, na minha vida. Porque é esse comportamento, a minha postura para a vida que me faz sentir-me eu mesma. Então porque mudar se eu estou bem comigo.

terça-feira, setembro 27, 2005

Setembro 2005 X

No dia seguinte, o meu irmão e a minha cunhada vieram jantar lá em casa e eles insistiram em que fosse ao café com eles e assim fiz. Ainda pensei que encontrasse o Filipe mas ele não estava por lá, o que me fez sentir um pouco fora do meu ambiente, porque eu não costumo ir aquele café e não conheço ali muita gente, mas ainda assim estive a falar com o pessoal, no final dessa noite a minha cunhada convida-me para ir lanchar a casa deles no dia seguinte, domingo. Aceitei o convite, claro. E assim que aceito o convite, ela diz-me para falar com o Filipe que também o tinha convidado e que assim não era preciso irem dois carros que eu podia ir com ele, disse que não tinha lata de lhe pedir isso, e ela telefonou por mim.

segunda-feira, setembro 26, 2005

Setembro 2005 IX

Na semana a seguir fui sair com o pessoal de Lisboa, e curiosamente aparece o Nelson, foi estranho. Mas para mim tudo bem, não estava a perceber nada da situação. Conhecia-o já a alguns anos e nos últimos tempos é quando ele se lembra de aparecer. Mas ao mesmo tempo era esquisito porque estava a meter-se de uma forma estranha com a Isabel, era um conjunto de situações que entre si não tinha nenhuma ligação, mas que no conjunto era um comportamento muito instável da parte dele. A sensação que tive é que ele não sabia muito bem o que andava a fazer, e isso intrigava-me. Nesta noite ele teve um comportamento estranho, quis falar do Luís e para o fazer começou por dizer que o Luís era o irmão do Rui, para quê se todos sabem que eu conheço a família quase toda, qual era a ideia? E por causa disse ainda fui agressiva para ele. Era como se o Nelson me estivesse a testar em relação ao Rui, ele não tinha esse direito.

Quando saímos dali ele veio no carro da Isabel, era o único rapaz que estava no carro e nós ainda brincámos com isso, e com isto esta noite terminou e cada um de nós foi para casa seguir com a sua vida.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Setembro 2005 VIII

Já em Lisboa o meu trabalho diário era mandar curriculuns numa tentativa vã de encontrar alguma coisa que fazer, já nem estava a ser muito exigente, afinal eu só queria trabalhar.

terça-feira, setembro 20, 2005

Setembro 2005 VII

Neste dia estava divertida, e durante a noite esse estado de espírito continuou bem visível. Podiam diz ao Rui que tinha ido à terra mas nunca que eu estava triste, porque isso eu não mostrava.
À noite eu e a Marília fomos ter com o meu primo Pedro a namorada, a Catarina, mais tarde juntaram-se a nós o irmão do Victor (o Carlos), o Nelson e o Sérgio que do Bar da Vila seguimos para um bar de Ferreira do Zêzere, ai estivemos na amena cavaqueira até sermos expulsos do bar por já passar da hora de encerrar o estabelecimento. Mas para meu espanto o pessoal ficou à porta do bar na conversa, e quem estava em alta era eu, nem sei o que me deu mas estava a conseguir por aquele pessoal todo a rir, até que perguntei: “Já não estão fartos de me ouvir?” e em vez de aproveitarem a deixa para se irem embora, continuaram a olhar para mim à espera de mais qualquer coisa que dissesse, foi estranho. Apesar de tudo eu estava a divertir-me imenso e a achar graça de eles estarem a divertir-se comigo… até que eu tomei a iniciativa de ir embora e cada um entrou no seu carro e seguimos rumo a casa. Quando já estávamos em casa o Sérgio perguntou se nós não queríamos ir à Sertã ter como o resto dos amigos deles… o que eu não percebi foi porque é que eles vieram connosco se os amigos tinham ido para a Sertã, até hoje não sei o que os fez vir comigo, uma vez que eu era o elo de ligação entre todos os que tinham ido a Ferreira comigo. Mas não interessa o que conta é que me diverti e o pessoal também, isso era nítido, porque eu não estava a prender ninguém.

No domingo foi dia de fazer as malas e vir para Lisboa mas não sem antes eu e a Marília nos despedirmos do pessoal. Quando fomos ao café lá estavam o Victor, o Nelson, o Sérgio, o Carlos e mais algumas pessoas que não conhecia mas que cumprimentei porque estavam com o pessoal que conhecia, foi estranho vê-los a insistir para que ficasse mais um pouco, mas até que ponto isso não era simplesmente cordialidade. Nem sempre era recebida com a mesma simpatia da parte deles, e por isso eu própria não sabia se era bem ou mal aceite entre eles. Afinal desta vez vinha acompanhada por uma amiga, e eles podem ter achado a moça simpática e bonita, que não era mentira, e daí a simpatia. Não sei!?

Outra situação que me intrigou foi a reacção do primo do Rui, que já fazia algum tempo que não o via, ele foi áspero e agressivo comigo, aparentemente sem razão, porque nunca lhe fiz mal nenhum, e alem disso a situação com o Luís já tinha passado há tanto tempo que já não se justificava tal atitude, para não dizer que já nos tínhamos visto depois disso e que até tinha sido divertido falar com o moço. Esta situação toda já me estava a irritar. A sensação que tinha é que toda a gente sabia, e isso não fazia sentido depois de tanto segredo, qual tinha sido o problema dele. Depois de ter feito asneira é que partilhou com os amigos, mas ao que me parecia eu é que tinha feito asneira, pela reacção do pessoal, nalguns casos bem agressiva, era a única conclusão a que podia chegar.
Mas também era injusto, o Rui tinha tomado a decisão dele, eu não tive senão sujeitar-me à decisão que ele tomou, e ainda era eu que era vista como culpada, não era só injusto, era ridículo.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Setembro 2005 VI

Uma semana depois convidei a Marília a ir comigo a Vila de Rei e ela aceitou, e assim foi na sexta a seguir ao trabalho dela seguimos viagem para Vila de Rei.

Chegámos relativamente cedo, jantámos e fomos ter com meu primo Pedro ao Bar da Vila. Aí estivemos bastante tempo na conversa até que apareceu o Nelson que não conseguiu esconder o espanto de me ter visto ali, que nem um simples por aqui ele conseguiu dizer, naquele dia tive a certeza pela reacção dele que ele tinha de saber alguma coisa de mim e do Rui, e claro a primeira coisa que me passou pela cabeça é que o Nelson ia dizer ao Rui que eu tinha ido lá, mas que o fizesse era mesmo isso que eu queria, se ele não tinha saído da minha vida ainda, ainda não era altura de eu sair da vida dele.
No dia seguinte, sábado, eu e a Marília andámos a passear, até que parámos num quiosque da Vila e pouco depois aparece o Nelson que se sentou na nossa mesa e ali ficámos a tarde toda na conversa. Ele já estava completamente recomposto da surpresa de me ter visto no dia anterior no bar. Mais tarde aparece o Victor que também se senta connosco e por ali fica até que nos viemos todos embora, convidei-os a aparecer no bar à noite para continuarmos a conversa.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Setembro 2005 V

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terça-feira, setembro 13, 2005

Setembro 2005 IV

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sábado, setembro 10, 2005

Setembro 2005 III

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sexta-feira, setembro 09, 2005

Setembro 2005 II

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quinta-feira, setembro 08, 2005

Setembro 2005

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3Doors Down "Here Without You"