quinta-feira, junho 30, 2005

Junho 2005 III

O mês de Junho passou, com os altos e baixos do costume, sem nada de muito importante para acrescentar ao que já foi dito.

domingo, junho 05, 2005

Junho 2005 II

No sábado, aproveitei a festa para dançar há muito tempo que não o fazia, e sobe-me bem… afinal fazia-me esquecer a minha triste sina.
No domingo, a minha alegria continuava em alta, mas as surpresas estavam à minha espera. O Victor e o Nelson apareceram sem dizer nada, mas isso não me afectou, até que o Victor começou a falar comigo em códigos, e comecei a ficar sem reacção ao que ele me ia dizendo. Quando o vi pensei que ele me poderia ajudar em relação ao Rui, mas claro que não ia entrar no assunto de rompante, tinha que procurar a melhor forma de o fazer, e quando na brincadeira começamos a falar em casamentos, em que ele insistiu ser convidado para o meu, coisa que nunca tinha feito referência, eu perguntei-lhe como é que estavam as coisas com ele, como ele andava por cá se não havia romance no ar e ele simplesmente me respondeu: “Quando quiser uma namorada vou à terra busca-la.” Ao dizer isto, com a arrogância que o disse, perdi toda e qualquer coragem que tinha conseguido arrecadar até ali. Aquela ideia de que as pessoas de Lisboa não prestam começou-me a invadir a mente de tal maneira, que me apercebi que ele não me podia ajudar, e houve vezes em que questionei se não terá ele incentivado o Rui a tomar a decisão que tomou. Mas isso não tirava a responsabilidade do Rui, afinal ele tinha cabeça para pensar por ele próprio e se seguiu a opinião do amigo é mais parvo do que eu pensei que ele podia ser até aqui.

Mas a noite de domingo não acabou por aqui, o comportamento do Victor não era normal, apesar daquela manifestação negativa em relação às mulheres de Lisboa, que me apanhou completamente desprevenida, e por isso não consegui reagir à altura, que era o que ele merecia, para complicar ainda mais a minha cabeça insistiu para que eu fosse à terra. Das outras vezes que ele me via, dizia uma vez, quando dizia, para eu ir à terra, mas ele insistiu tanto desta vez, eu achei tão estranho ver a luta dele em me convencer a ir à terra, o que é que se estava a passar? O que é que ele queria que eu visse? Não percebo.

Até hoje não percebi, se ele queria que eu fosse à terra para ver o Rui com outra pessoa, ou se nos queria juntar, ou caso ele não soubesse que nós já não estávamos juntos, para nos ver juntos… não percebi. Apenas sei que ele falou imenso no suposto casamento meu, em que ele queria ser convidado, e que insistiu exaustivamente em me convencer em ir à terra, mas não conseguiu. E o estranho disto tudo é que eu tinha estado na terra há pouco tempo e tinha-me sentido mal recebida justamente pelas pessoas que agora estavam a querer convencer-me que eu era bem vinda. O que é que se passa com esta gente? Eu gostava de ter um bocadinho mais de lata, e nenhuma destas perguntas tinha ficado sem resposta.

sábado, junho 04, 2005

Junho 2005

Com o início de Junho, começaram as festas um pouco por toda a parte, e na minha zona não foi excepção, avizinhavam-se três dias de folia.

Na sexta reencontrei um amigo do meu irmão, o Filipe. Já fazia muito tempo que não estava com ele, mas é difícil esquecer aquele rapaz sempre com charme e galanteador, um perigo para qualquer mulher desatenta, mas os anos de convívio com ele fizeram como que me tornasse imune aos seus encantos naturais. A minha futura cunhada também lá estava, e de fora apreciava a forma como o Filipe se estava a meter comigo e saiu-se com a maior estupidez que podia dizer nesta altura, mas também não tinha culpa, afinal não sabia de nada, disse que eu tinha um pretendente na terra… que sabia ela? Apenas me tinha visto a falar com ele nada mais, e daí tirou todas as suas conclusões. Definitivamente, o Rui naquela conversa tinha mostrado que tinha algum interesse por mim. Com intenção ou sem intenção, todos punham o dedo na ferida.

3Doors Down "Here Without You"