Janeiro 2005
Era uma da manhã quando ele voltou a telefonar, estava tão contente, que mesmo longe, junto dos amigos, ele não se esquecia de mim, mas porquê me esconder… vai ser isso que vai destruir a nossa relação.Não tenho muita sorte com as passagens de ano, e este ano não foi excepção o ambiente estava pesado por causa de todo o comportamento do Miguel ao longo deste ano, afinal ninguém se tinha esquecido do que se tinha passado no ano passado por esta altura, e agora estava tudo a repetir-se com a Marina, pois ele tinha terminado a relação porque estava confuso, e aproveitou a passagem de ano para se meter com outra rapariga, quanto mais eu assistia às cenas dele mais deplorável eu achava a situação. Comecei a questionar o facto de eu me ter sentido atraída por ele, era impossível isso ter acontecido, afinal de contas ele não vale nada. Pode ser um excelente amigo, não tenho dúvidas disse, mas é um ordinário com as mulheres, usa-as como objectos. Graças a Deus que eu sou uma pessoa difícil e não lhe caí nas garras, porque a pena que eu estou a sentir por ela estaria a sentir por mim.
Comecei bem o dia, assim que acordei, não conseguia comer nada, a minha boca estava desfigurada com a quantidade de aftas que tinha, e como não conseguia engolir, até a saliva era difícil, fui recambiada para o hospital. Para comer tinha te passar um gel analgésico caso contrário não comia. Tive direito a um bom início de ano.
Eu e o Rui estávamos a combinar encontrar-nos no dia a seguir, mas eu ainda não estava em condições para ir ter com ele, e o encontro foi adiado.



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