sábado, dezembro 31, 2005

Dezembro 2005 IV

O maior erro desta relação foi a falta de coragem dele, porque me transmitiu insegurança o que impediu que eu falasse de mim e dos meus sentimentos, como ele sempre quis, mas isso só é partilhado quando existe confiança, e não existe medo. O que ele não entendeu é que eu não costumo falar dos meus sentimentos, e se não houver confiança, então esquece, eu não abro a boca. Ou as coisas flúem naturalmente, ou deixam de existir, e neste caso, pura e simplesmente, deixaram de existir.

Hoje no dia em que escrevo, tenho a sensação que ainda não acabou, que falta alguma coisa, talvez eu esquece-lo de vez.

E a única esperança que ainda tenho é que algum dia este sentimento há-de sair de dentro de mim…

Dezembro 2005 III

Sem necessidade de contar partes importantes da minha vida, tudo o que aqui foi escrito, foi para mostrar a minha indignação perante tudo o que aconteceu nos últimos tempos. E aquilo que mais me magoa, foi ver o Rui pôr em causa um conhecimento de mais de 9 anos, pois neste momento não posso considerar amizade, porque um amigo nunca vira as costas, da maneira como ele o fez. Pedi-lhe poucas coisas, mas nem essas poucas coisas que pedi, ele teve consideração de as fazer. Gostava apenas que ele tivesse coragem de me responder, se tenho ou não o direito de estar indignada com o comportamento dele? Eu fui para ele tudo o que ele me pediu para ser, mas quando o pediu, pediu para eu deixar de ser eu, espero que ele tenha consciência disso. Se ele não tinha coragem de ir avante, nem a certeza do que queria, não se metia comigo.
Espero que ele tenha aprendido que quando se inicia uma relação, é para que ela dê certo, não é iniciar com um sentimento de derrota, de desânimo, sem esperança de continuidade. Se assim for, porque é que inicia a relação? É só para sofrer, obrigado, mas isso eu dispenso, tenho consciência que passei a minha vida toda a fugir do sofrimento, para o encontrar no homem em que mais acreditei poder ter uma relação feliz. Não foi apenas o fim de um sonho, mas também um sofrimento que me corroeu até aos ossos. Mas mostrou-me que o sofrimento nos torna muito mais fortes, para alguma coisa serviu passar por tudo isto.

Não sei como ele se sente hoje, mas certamente de nós os dois, sou quem tem a cabeça erguida, não me arrependo de nada que fiz, ao contrário do que possa, eventualmente, parecer, e se fiz coisas erradas nesta relação a ele o devo, e sobretudo, não tive vergonha de gostar dele, nem nunca teria escondido esta relação se isso não tivesse sido tão, evidentemente, importante para ele. Outra qualquer pessoa a pedir-me isto, não teria aceito, tenho consciência disso. Em relação a mim, as coisas para ele sempre estariam facilitadas, pela carga emocional que sempre o manteve presente na minha vida, ao contrário do que ele pensa eu não fui fácil demais. Simplesmente não fazia sentido esperar mais, se já tinha esperado tanto. Só que ele não se apercebeu disso, não deu o devido valor a uma relação que teria tido tudo para dar certo.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Dezembro 2005 II

Só mais tarde é que percebi que este sonho queria-o ter vivido com o Rui, quantas vezes tínhamos falado em ir à Serra, ele sabia que eu tinha esse sonho, mas se tivesse ido com ele talvez eu não tivesse gostado tanto. A companhia dele era sempre uma incógnita…

Ao realizar este sonho que tinha há tanto tempo, apercebi-me que morreram todos os sonhos que tive com ele.

Se eu tivesse gostado mais de mim e menos dele esta relação nem aos dois meses tinha chegado, talvez nem iniciado, e foi isso que ele nunca percebeu.

Não sou muito bonita é verdade, mas tive oportunidade para estar com várias pessoas, que gostaram de mim, e fui logo escolher para gostar do único que teve vergonha de mim. É ridícula a injustiça da vida! Tentei na minha vida toda não magoar quem gostava de mim, para ser brutalmente magoada pela pessoa de quem mais gostei na vida.
É ridículo depois de todo o tempo que estive à espera, ainda que involuntariamente, ele dizer-me que não tinha tempo, como se eu algum dia lhe tivesse pedido tempo. Pedi respeito, carinho, mas não tempo.

Dezembro 2005

Com a chegada do mês de Dezembro fui novamente à terra, e cada vez que ia tornava-se mais complicado, nunca sobe se me estavam a ajudar ou não estas idas constantes à terra. Posso dizer que neste mês exagerei, tomos os motivos me levaram lá. Em 4 fins-de-semana que tem o mês de Dezembro, eu tive lá três … No primeiro, uma ida normal, sem motivo, o segundo porque os meus tios insistiram para que fosse à matança do porco, mas também não insistiram muito, eu só precisava de um motivo, e o terceiro fim-de-semana que lá estive foi a passagem de ano que em 2005 fazia questão de passar lá e assim foi. Não foi bem lá, mas na vizinha Sertã em casa de um amigo, com um grupo de pessoas que vieram de Lisboa. Mas, claro está, que na noite de sexta parámos no bar da Vila, eu fazia questão que a informação chegasse aos ouvidos do Rui e chegou de certeza, porque o Sérgio e o Nelson souberam que eu estive lá.

A passagem de ano era de sábado para domingo, logo tínhamos a tarde de sábado para passeamos, e assim foi. Estávamos indecisos onde íamos neste sábado, estivemos a pensar ir a Coimbra quando à última da hora decidimos ir à Serra da Estrela e assim foi seguimos rumo à Covilhã, curva, contra curva, contra curva… já tínhamos feitos dezenas de km e nada de neve, até que começámos a ver bocadinhos de branco espalhados nas rochas e mais animados continuámos a subir… até que em vez de bocadinho de neve, começámos a ver bocadinhos de rocha, e por fim deixamos de as ver… estava tudo branco, um frio de rachar, e um vento que nos levantava, mas adorei… tinha concretizado mais um sonho, o de ir à Serra da Estrela. E desta vez tinha adorado a companhia, parecia uma criança a quem tinham dado um doce, e que doce…

Dezembro 2005

A passagem de ano era de sábado para domingo, logo tínhamos a tarde de sábado para passeamos, e assim foi. Estávamos indecisos onde íamos neste sábado, estivemos a pensar ir a Coimbra quando à última da hora decidimos ir à Serra da Estrela e assim foi seguimos rumo à Covilhã, curva, contra curva, contra curva… já tínhamos feitos dezenas de km e nada de neve, até que começámos a ver bocadinhos de branco espalhados nas rochas e mais animados continuámos a subir… até que em vez de bocadinho de neve, começámos a ver bocadinhos de rocha, e por fim deixamos de as ver… estava tudo branco, um frio de rachar, e um vento que nos levantava, mas adorei… tinha concretizado mais um sonho, o de ir à Serra da Estrela. E desta vez tinha adorado a companhia, parecia uma criança a quem tinham dado um doce, e que doce…

3Doors Down "Here Without You"