Novembro 2005 III
No domingo preparei as coisas para voltar para Lisboa, almocei e fui ter com o meu primo Pedro ao café, assim que entrei a primeira pessoa que vi foi o Rui, estava a desesperar porque não via o meu primo, quando vi um braço no ar, curiosamente estava na mesa ao lado, dei a maior volta possível para não passar por ele. Ele tinha dado todas as indicações que não queria que falasse com ele, e eu sempre fiz questão de não falar com ele. Se ele falar comigo não sou mal-educada, respondo. Mas eu não tomo a iniciativa, NUNCA.
Neste fim-de-semana tinha sido a segunda vez que ele metia conversa comigo, como se nunca tivesse acontecido nada… não é para mim, eu não consigo.
Neste fim-de-semana tinha sido a segunda vez que ele metia conversa comigo, como se nunca tivesse acontecido nada… não é para mim, eu não consigo. E com isto despedi-me do meu primo, peguei no carro e segui viagem para Lisboa. Lembro-me como se fosse hoje, nesta altura já tinham passado 9 meses, e a única coisa que me vinha à cabeça quando estava a fazer a viagem de regresso a Lisboa, era: “É por isto que ele não tem tempo!” o tempo dele, ele gasta-o no café com os amigos, tinha estado o sábado todo no café, quando naquele dia fui me despedir do meu primo lá estava ele. Meu Deus! Eu não acreditava que tinha sido trocada por tão pouco. O tempo somos nós que o fazemos! Eu nunca o ia impedir de estar com os amigos. Ele só tinha de aprender a conciliar o tempo dele. Ele só não quis não aprender, como não estava disposto a isso. E a importância que eu tinha tido na vida dele, descobri nesta altura que não tinha sido nenhuma. Mas a vida ainda lhe ia ensinar, só que aí já não dá para recuperar o que se perdeu. 




