quarta-feira, novembro 23, 2005

Novembro 2005 III

No domingo preparei as coisas para voltar para Lisboa, almocei e fui ter com o meu primo Pedro ao café, assim que entrei a primeira pessoa que vi foi o Rui, estava a desesperar porque não via o meu primo, quando vi um braço no ar, curiosamente estava na mesa ao lado, dei a maior volta possível para não passar por ele. Ele tinha dado todas as indicações que não queria que falasse com ele, e eu sempre fiz questão de não falar com ele. Se ele falar comigo não sou mal-educada, respondo. Mas eu não tomo a iniciativa, NUNCA. Neste fim-de-semana tinha sido a segunda vez que ele metia conversa comigo, como se nunca tivesse acontecido nada… não é para mim, eu não consigo.
E com isto despedi-me do meu primo, peguei no carro e segui viagem para Lisboa. Lembro-me como se fosse hoje, nesta altura já tinham passado 9 meses, e a única coisa que me vinha à cabeça quando estava a fazer a viagem de regresso a Lisboa, era: “É por isto que ele não tem tempo!” o tempo dele, ele gasta-o no café com os amigos, tinha estado o sábado todo no café, quando naquele dia fui me despedir do meu primo lá estava ele. Meu Deus! Eu não acreditava que tinha sido trocada por tão pouco. O tempo somos nós que o fazemos! Eu nunca o ia impedir de estar com os amigos. Ele só tinha de aprender a conciliar o tempo dele. Ele só não quis não aprender, como não estava disposto a isso. E a importância que eu tinha tido na vida dele, descobri nesta altura que não tinha sido nenhuma. Mas a vida ainda lhe ia ensinar, só que aí já não dá para recuperar o que se perdeu.

terça-feira, novembro 22, 2005

Novembro 2005 II

Já em casa não me saia da cabeça a reacção absurda do Rui, não fazia sentido ele ter ciúmes de mim passado tanto tempo, afinal tinha sido uma escolha dele. De ir embora sem lutar, de tudo ter sido um segredo, de não querer falar comigo. Eu estar presa a ele, não querendo ainda entendendo, agora ele a mim, não fazia sentido estar preso a mim, afinal tinha sido ele a dar o passo para se desprender, que era o que ele queria… não tinha tempo! A única explicação que eu conseguia encaixar nesta ridícula situação, ainda assim sem fundamento, era ele ter se sentido lesado por eu ter roubado a atenção dos amigos, mas até que ponto fazia sentido. Eu já tive ciúmes de amigos meus mas não sai a gritar com as pessoas ao ponto de ficarem chocadas. Não sei se foi a explicação que encontrei para me enganar, mas era com esta última que ia ficar, eu estava a fazer a escolha do o esquecer e ia conseguir, custasse o que custasse.

No dia seguinte tive de ir à Vila comprar algumas coisas para mim, e deparei-me com o carro dele junto do café, quando voltei para casa algumas horas depois ainda estava no mesmo sítio. À noite voltei ao bar mais o meu primo, e o Rui voltou a aparecer, desta vez sozinho, esteve a falar com uns amigos que estavam numa mesa relativamente longe da minha, depois ficou a olhar um pouco para a minha mesa (foi o que me pareceu) e por fim desapareceu.

sexta-feira, novembro 18, 2005

Novembro 2005

(...)

3Doors Down "Here Without You"