sábado, abril 30, 2005

Abril 2005 VI

O meu aniversário passou e com ele o meu presente de aniversário que foi o melhor de sempre, conheci um pouco do meu país e andei a cavalo, duas coisas que sempre quis fazer. Agora só faltava ir à Serra da Estrela ver neve e se possível ver nevar, sempre que pensava nisto recordava-me que tinha chegado a fazer planos com o Rui para lá irmos, mas mesmo sem ele eu ia lá, também tinha sonhado durante grande parte da minha vida ir ao Cristo Rei e quando fui foi a maior decepção só porque tinha ido com a pessoa que mais quis ter como companhia, e curiosamente foi a pior companhia de sempre.

Quem me surpreendeu no aniversário foi o Ricardo deu-me um colar e uns brincos, este rapaz não tinha emenda, mas ainda era o carinho dele que me fazia suportar o desrespeito e desconsideração do Rui, isso tenho de reconhecer que lhe devo.

quinta-feira, abril 28, 2005

Abril 2005 V

Tenho de destacar o carinho que o Ricardo teve comigo o tempo todo, ele foi mais que um amigo, ele foi um ombro amigo… neste fim-de-semana ele foi mais para mim do que algum dia lhe poderá passar na cabeça, ele foi um querido – cada vez mais tenho pena de não conseguir retribuir o sentimento dele. Só espero que esse sentimento lhe passe e ele seja muito feliz.

quarta-feira, abril 27, 2005

Abril 2005 IV

O final de Abril estava a aproximar-se e com ele a viagem do pessoal ao Gerês, éramos 15 pessoas para ficar numa casa, ia ser divertido e eu estava mesmo a precisar.
O dia da viagem chegou, tínhamos alugado duas carrinhas e o caminho estava à nossa espera, o Ricardo ia a conduzia a carrinha onde eu ia, e ele fez questão de que eu fosse ao lado dele, ainda sugeri tocar de lugar mas ele não gostou muito da ideia, e o pessoal também não ajudou muito e acabei por ir sempre ao lado dele.

Dormimos cinco mulheres no mesmo quarto, foi conversa a noite toda, e rimo-nos imenso, nesta viagem fui a Espanha, a Ponte de Lima, a Viana do Castelo e realizei o sonho de andar a cavalo.
Portámo-nos todos muito bem, foi divertidíssimo.

segunda-feira, abril 18, 2005

Abril 2005 III

As semanas foram passando e começou a ficar claro que ele não fazia intenções nenhumas de falar comigo, e a minha mágoa tornou-se cada vez maior, como é que era possível não lhe doer a consciência do desprezo que me estava a submeter, talvez eu merecesse por causa da dor que causava ao Ricardo, mas ainda assim eu dava-lhe explicações, justificava porque não dava uma relação entre nós os dois, não tinha apenas desaparecido sem dizer absolutamente nada… o Rui deu-me livre arbítrio para pensar o que eu quisesse e nestas circunstância ninguém ia pensar o melhor, por mais que quisesse, e eu não fui diferente. O meu mundo quebrou-se, e eu estava a fazer um esforço enorme para o voltar a erguer… mas estava a ser difícil. A decepção era muito grande, nunca pensei que alguém me pudesse desrespeitar tanto, muito menos ele. Que tinha ele contra mim para me fazer isto? Que mal lhe tinha feito? Só se foi gostar tanto dele. Conhecíamo-nos há anos, não me lembro nunca de lhe fazer alguma coisa de mal, assim como não me lembro de ter tido algum comportamento menos próprio para merecer este tratamento, quase desumano. Como é que algum dia, eu pode sonhar que era ele que eu queria ao meu lado. Era irónico, ele próprio tinha dito que as pessoas de Lisboa eram más, espero que ele não seja sinónimo do que é ser bom em Vila de Rei, ou então muita gente ainda vai sofrer, não vou ser a única.

quarta-feira, abril 13, 2005

Abril 2005 II

O Rui tinha-me pedido segredo, mas começava a achar que ele próprio não tinha guardado segredo… como qualquer ser humano teve necessidade de partilhar com alguém, e foi desabafar justo com as pessoas que eu conhecia. Nem quero saber o mostro que eu sou para eles, afinal não tive oportunidade de saber, em circunstância alguma, a versão dele. Nunca me deram a oportunidade de me defender seja lá do que for. Ele empurrou-me para fora da vida dele, e começava a ver que a culpa ainda era minha. O que foi que eu fiz? Porque não me posso defender? Porque não me dão essa oportunidade?

quarta-feira, abril 06, 2005

Abril 2005

No início de Abril surgiu a minha grande oportunidade, consegui trabalho uma empresa industrial de Palmela que labora no ramo Automóvel, ia trabalhar na área de produção a realizar auditorias de produção, estava com outro ânimo e com esperanças de que a minha vida começasse a melhorar e eu começasse a ultrapassar esta fase que já me estava a corroer as entranhas de tão mal que me fazia, não havia noite nem dia que estupidamente não chorasse por quem não merecia.
Curiosamente, o dia da minha entrevista coincidiu com um telefonema que já não me passava pela cabeça receber, o irmão do Rui telefonou-me, estivemos mais de 15 minutos a falar sobre trivialidades. Definitivamente, o Luís nem sonha com o que se passou entre mim e o Rui, e até hoje não percebi este telefonema, mas este rapaz já fazia muito tempo que tinha deixado de tentar entende-lo. Não sei porque me telefonou… mas seja lá qual for o motivo, espero que o tenha conseguido atingir.

Logo no primeiro fim-de-semana de Abril fui a Vila de Rei, já havia algum tempo que não ia, mas agora apercebo-me de que não devia de o ter feito, pois fui ter com o pessoal, e tive a sensação de que não fui bem recebida, até hoje não sei se foi impressão minha, mas que me senti mal, senti. O Victor e o Nelson não me ligaram nenhuma estavam de volta do seu jogo de cartas, a única pessoa que me deu alguma atenção foi o Sérgio, o que me deu algum animo para ficar mais um pouco, mas acabei por me aborrecer e vir-me embora. É mau ficar imenso tempo sem ver os meus amigos e quando os vejo parece que não estou ali, foi a pior recepção que tive quando fui lá. Sempre tinha me sentido em casa, sempre tinha sido bem recebida, tinham sempre alguma coisa para me dizer e desta vez não tive importância.

3Doors Down "Here Without You"