terça-feira, setembro 20, 2005

Setembro 2005 VII

Neste dia estava divertida, e durante a noite esse estado de espírito continuou bem visível. Podiam diz ao Rui que tinha ido à terra mas nunca que eu estava triste, porque isso eu não mostrava.
À noite eu e a Marília fomos ter com o meu primo Pedro a namorada, a Catarina, mais tarde juntaram-se a nós o irmão do Victor (o Carlos), o Nelson e o Sérgio que do Bar da Vila seguimos para um bar de Ferreira do Zêzere, ai estivemos na amena cavaqueira até sermos expulsos do bar por já passar da hora de encerrar o estabelecimento. Mas para meu espanto o pessoal ficou à porta do bar na conversa, e quem estava em alta era eu, nem sei o que me deu mas estava a conseguir por aquele pessoal todo a rir, até que perguntei: “Já não estão fartos de me ouvir?” e em vez de aproveitarem a deixa para se irem embora, continuaram a olhar para mim à espera de mais qualquer coisa que dissesse, foi estranho. Apesar de tudo eu estava a divertir-me imenso e a achar graça de eles estarem a divertir-se comigo… até que eu tomei a iniciativa de ir embora e cada um entrou no seu carro e seguimos rumo a casa. Quando já estávamos em casa o Sérgio perguntou se nós não queríamos ir à Sertã ter como o resto dos amigos deles… o que eu não percebi foi porque é que eles vieram connosco se os amigos tinham ido para a Sertã, até hoje não sei o que os fez vir comigo, uma vez que eu era o elo de ligação entre todos os que tinham ido a Ferreira comigo. Mas não interessa o que conta é que me diverti e o pessoal também, isso era nítido, porque eu não estava a prender ninguém.

No domingo foi dia de fazer as malas e vir para Lisboa mas não sem antes eu e a Marília nos despedirmos do pessoal. Quando fomos ao café lá estavam o Victor, o Nelson, o Sérgio, o Carlos e mais algumas pessoas que não conhecia mas que cumprimentei porque estavam com o pessoal que conhecia, foi estranho vê-los a insistir para que ficasse mais um pouco, mas até que ponto isso não era simplesmente cordialidade. Nem sempre era recebida com a mesma simpatia da parte deles, e por isso eu própria não sabia se era bem ou mal aceite entre eles. Afinal desta vez vinha acompanhada por uma amiga, e eles podem ter achado a moça simpática e bonita, que não era mentira, e daí a simpatia. Não sei!?

Outra situação que me intrigou foi a reacção do primo do Rui, que já fazia algum tempo que não o via, ele foi áspero e agressivo comigo, aparentemente sem razão, porque nunca lhe fiz mal nenhum, e alem disso a situação com o Luís já tinha passado há tanto tempo que já não se justificava tal atitude, para não dizer que já nos tínhamos visto depois disso e que até tinha sido divertido falar com o moço. Esta situação toda já me estava a irritar. A sensação que tinha é que toda a gente sabia, e isso não fazia sentido depois de tanto segredo, qual tinha sido o problema dele. Depois de ter feito asneira é que partilhou com os amigos, mas ao que me parecia eu é que tinha feito asneira, pela reacção do pessoal, nalguns casos bem agressiva, era a única conclusão a que podia chegar.
Mas também era injusto, o Rui tinha tomado a decisão dele, eu não tive senão sujeitar-me à decisão que ele tomou, e ainda era eu que era vista como culpada, não era só injusto, era ridículo.

3Doors Down "Here Without You"