Fevereiro 2005 II
Embora ainda não tenha feito referência a isso, o Rui tinha o hábito de chegar sempre depois da hora combinada, já lhe tinha dito por outras vezes que isso chateava-me, considerava uma autentica falta de respeito, pelo menos que avisasse. Quando o chamei à atenção, começou-me a avisar, claro está que estava sempre a mandar mensagens a dizer que ia chegar um pouco mais tarde… mas muitas vezes me apercebi
que para ir ter com os amigos e o irmão os horários eram para ser cumpridos, comigo é que não, quando estava comigo e tinha um encontro marcado, depressa me despachava, mas se eu tinha algum encontro isso não lhe dizia respeito… até hoje me pergunto o que é que eu estava a fazer com ele… não me respeitou como mulher, não me respeitou como amiga, e sobretudo não me respeitou como pessoa… como é que eu podia gostar de uma pessoa assim. Que mudava comigo da noite para o dia segundo razões que eu não entendo. Se era vergonha, como já sugeri anteriormente, o que é que ele estava a fazer comigo, o que o mantinha ali, o que o fazia voltar… algum prazer sórdido em me magoar, alguma vingança que eu não entendo, será que lhe tinha feito algum mal e não me tinha dado conta disso. A única coisa que sei é que tentei na vida ser correcta com tudo e com todos, mas a vida mostrou-me o quão incorrecta ela pode ser. As barbaridades que uma pessoa tem de passar na vida, são inúmeras, eu faço por manter a minha postura de sempre na vida, mas às vezes dá uma vontade enorme de mandar tudo para o alto, e retribuir à vida aquilo que ela nos faz… mas depois onde é que eu estaria? Quem era eu? No que é que tinha transformado a minha vida? São perguntas para as quais eu não tenho resposta e por isso evito faze-las e manter-me como estou, porque apesar de tudo assim sinto-me bem na minha pele.
que para ir ter com os amigos e o irmão os horários eram para ser cumpridos, comigo é que não, quando estava comigo e tinha um encontro marcado, depressa me despachava, mas se eu tinha algum encontro isso não lhe dizia respeito… até hoje me pergunto o que é que eu estava a fazer com ele… não me respeitou como mulher, não me respeitou como amiga, e sobretudo não me respeitou como pessoa… como é que eu podia gostar de uma pessoa assim. Que mudava comigo da noite para o dia segundo razões que eu não entendo. Se era vergonha, como já sugeri anteriormente, o que é que ele estava a fazer comigo, o que o mantinha ali, o que o fazia voltar… algum prazer sórdido em me magoar, alguma vingança que eu não entendo, será que lhe tinha feito algum mal e não me tinha dado conta disso. A única coisa que sei é que tentei na vida ser correcta com tudo e com todos, mas a vida mostrou-me o quão incorrecta ela pode ser. As barbaridades que uma pessoa tem de passar na vida, são inúmeras, eu faço por manter a minha postura de sempre na vida, mas às vezes dá uma vontade enorme de mandar tudo para o alto, e retribuir à vida aquilo que ela nos faz… mas depois onde é que eu estaria? Quem era eu? No que é que tinha transformado a minha vida? São perguntas para as quais eu não tenho resposta e por isso evito faze-las e manter-me como estou, porque apesar de tudo assim sinto-me bem na minha pele.Num encontro posterior, à hora combinada lá estava eu, até que o tempo foi passando, primeiro 10 minutos e nada, nem uma mensagem a dizer que vinha mais tarde, passaram 20 minutos e novamente nada, para uma pessoa cumpridora de horários, e completamente stressada com atrasos, e nunca escondi isto, cheguei aos trinta minutos e fui-me embora, mas ainda assim mandei uma mensagem arrasadora antes de partir…
uma hora depois do combinado ainda não tinha dito nada… eu não sabia o que havia de pensar, estava preocupada com ele e ao mesmo tempo depois de tudo o que já tínhamos vivido, algo me dizia que estava a chegar ao fim, e o meu medo aumentava à medida que os minutos passavam, minutos que pareciam uma eternidade sem noticias dele, estava a matar-me aos poucos a angustia que sentia.
uma hora depois do combinado ainda não tinha dito nada… eu não sabia o que havia de pensar, estava preocupada com ele e ao mesmo tempo depois de tudo o que já tínhamos vivido, algo me dizia que estava a chegar ao fim, e o meu medo aumentava à medida que os minutos passavam, minutos que pareciam uma eternidade sem noticias dele, estava a matar-me aos poucos a angustia que sentia. Acabou por me telefonar, muito depois de eu já estar num estado lastimoso, a pedir-me desculpas, que o telemóvel dele tinha tido um problema (sempre tinha), mas desta vez deu-se ao trabalho de comprar um novo, mesmo assim não era preciso mais de uma hora para comprar um telemóvel… pediu-me para ir ter com ele, e lá eu liguei o carro e voltei a fazer o caminho todo de volta, num desanimo tal que nem sabia o que isto ia dar, eu sabia que se abrisse a boca acabaria por fazer asneira e optei por não dizer nada até que tivesse mais calma, o tempo que tivemos juntos foi só para ver o novo telemóvel dele… ele próprio não estava muito preocupado com o que eu tinha sentido durante todo o tempo que ele não deu noticias… e não se preocupava sempre que estava de serviço ou na terra, eu só existia quando ele estava comigo e ainda assim era só porque ele estava na expectativa que lhe pudesse dar alguma coisa em troca do tempo que ele gastava comigo. Porque gostar começo a achar que ele nunca gostou, uma pessoa que tem vergonha de te dar a mão, um abraço, era tão pouco que eu pedia para que isto desse certo.


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home