Outubro 2004
Talvez já não te lembres mas a primeira vez que nos encontramos em Lisboa, cidade que tu odeias e palco da nossa relação, foi a 6 de Outubro.
Nesse dia combinámos ir beber um café depois do trabalho, estava feliz, feliz até demais que metia medo, um medo forte que algo corresse mal. Se mal te lembras tínhamos combinado encontrar-nos em frente ao Vasco da Gama no Oriente por volta das sete e meia, e o meu medo instalou-se de forma devastadora, quando por essa hora tu não estava lá, no local que combinámos… e na minha cabeça já me chamava de todos os nomes e mais alguns… pensava o quanto tinha sido ingénua por acreditar que tu virias ter comigo, o tempo passava e tu não vinhas, os minutos pareciam horas… o tempo ia passando e tu nada, cada minuto que passava pensava em me ir embora, e deixar para trás toda esta loucura que eu própria não estava a entender. Decidi que esperava por ti até às oito horas, e depois deixava para trás, qualquer coisa que lá estivesse. Mas antes das oito tu chegaste e desde cedo te dei a entender que não gostava de esperar, é das coisas que mais me angustia. Eu só tenho esta vida e todo o tempo que perco a esperar por alguma coisa, já não o recupero… então porque esperar. Se valer a pena vou a trás, se não valer a pena viro-lhe as costas. Neste caso se ele ate às oito não aparecesse, ou não dissesse nada, era porque não valia a pena, afinal não tinhas tido muito respeito por mim, mas o que importa é que apareceste.
Nesse dia combinámos ir beber um café depois do trabalho, estava feliz, feliz até demais que metia medo, um medo forte que algo corresse mal. Se mal te lembras tínhamos combinado encontrar-nos em frente ao Vasco da Gama no Oriente por volta das sete e meia, e o meu medo instalou-se de forma devastadora, quando por essa hora tu não estava lá, no local que combinámos… e na minha cabeça já me chamava de todos os nomes e mais alguns… pensava o quanto tinha sido ingénua por acreditar que tu virias ter comigo, o tempo passava e tu não vinhas, os minutos pareciam horas… o tempo ia passando e tu nada, cada minuto que passava pensava em me ir embora, e deixar para trás toda esta loucura que eu própria não estava a entender. Decidi que esperava por ti até às oito horas, e depois deixava para trás, qualquer coisa que lá estivesse. Mas antes das oito tu chegaste e desde cedo te dei a entender que não gostava de esperar, é das coisas que mais me angustia. Eu só tenho esta vida e todo o tempo que perco a esperar por alguma coisa, já não o recupero… então porque esperar. Se valer a pena vou a trás, se não valer a pena viro-lhe as costas. Neste caso se ele ate às oito não aparecesse, ou não dissesse nada, era porque não valia a pena, afinal não tinhas tido muito respeito por mim, mas o que importa é que apareceste. E na realidade já tinha chegado a algum tempo, mas tínhamo-nos desencontrado. Com todo este desencontro o tempo tornou-se curto e em vez de um café, acabámos por jantar juntos, na esplanada do Vasco da Gama e falámos, falámos, falámos… nem sei como foi possível falar tanto com ele, aquele rapaz que para mim parecia sempre tão calado. Tomei consciência de uma coisa, tinha medo que por causa da vida profissional que ele escolheu seguir, ele já não fosse o mesmo Rui, que sempre admirei. Ele mudou eu sei que sim, só ainda não sei o que é que ele mudou… mas talvez ainda descubra.
No final da noite ele acompanhou-me até ao carro, e eu com um sorriso nos lábios segui para casa, será que era o início de algo?


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