Março 2005 VI
A semana que o Rui tinha dito que dizia alguma coisa estava a passar, e ele nada, o final desta semana correspondia à Páscoa, e eu para ver o que ele dizia mandei-lhe uma mensagem a dizer apenas: “Boa Páscoa” ao que ele respondeu no dia a seguir: “Que também tenha sido para ti. Uma boa semana de trabalho.” Em todos os sentidos esta resposta correu bem, nem se quer fez referência ao facto de termos de falar, talvez ele não quisesse, mas também porque é que não dizia. Respondeu como a um conhecido, alguém que não tem importância na vida dele, que nunca teve. Era óbvio que não ia falar comigo e por isso mesmo comecei a desafia-lo, era a última tentativa que me restava: “Estou a ver que não fazes intenção de arranjar tempo para falar comigo. Qual é o motivo para não queres falar comigo? Que foi que eu fiz? Eras tu que querias ter esta conversa, lembraste?” Rapidamente me respondeu: “Eu disse-te que tinha pouco tempo, mas além disso não estou a fugir de nada, esta semana estou a trabalhar à noite e para a semana estou fora.”
Foi um soco no estômago, definitivamente ele não ia falar comigo. Era o estalo que eu precisava para acordar, ele estava a virar-me as costas e, é triste, eu ter consciência que ele vai se arrepender desta atitude que teve comigo. Desisti, já estava a pôr o meu amor-próprio em causa, e ele começava a não merecer. Para ser honesta já fazia muito tempo que ele não merecia.
Foi um soco no estômago, definitivamente ele não ia falar comigo. Era o estalo que eu precisava para acordar, ele estava a virar-me as costas e, é triste, eu ter consciência que ele vai se arrepender desta atitude que teve comigo. Desisti, já estava a pôr o meu amor-próprio em causa, e ele começava a não merecer. Para ser honesta já fazia muito tempo que ele não merecia.Parecia que o mundo estava empenhado em me tentar, pois no dia a segui ao Rui ter mais uma vez desprezado qualquer interesse da minha parte, o Ricardo fazia mais uma investida na tentativa de me conquistar, mais um convite que foi recusado… aquele rapaz era incansável, nem que fosse pelo facto de ele não desistir ele merecia ter a oportunidade dele, mas eu não era capaz de a dar. Ele merecia mais do que os restos de outro. E para me ter apenas pela metade, mais valia não ter, acredito que assim sofria menos. Não sou melhor do que ninguém mas tento ser justa. Da mesma formar que sonho em ser correspondida nos meus sentimentos, não posso desejar menos às pessoas pelas quais tenho um enorme afecto, carinho e amizade.


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