
No fim-de-semana que estive em Portimão com a Marília, o Rui esteve em Vila de Rei e quando vinha de viagem recebi uma mensagem dele a perguntar se queria estar com ele, e dependia de mim a que horas ele vinha, fiquei pior que fula, tinha acabado de mandar uma mensagem para casa a dizer que já ia a caminho e que demorava mais ou menos 3 horas, o meu mundo desabou, a Marília ainda disse para eu dizer que sim, mas eu não tive coragem de mandar uma mensagem à minha mãe a dizer que afinal ia demorar mais tempo, é uma questão de respeito, percebo que ele quisesse estar comigo, eu também queria estar com ele, mas a responsabilidade desta situação era dele, se ele não quisesse tantos segredos, eu teria dito à minha mãe o motivo pelo qual ia chegar uma hora ou duas mais tarde que o previsto, e estaria com ele como eu queria estar…

já tinha feito loucuras de mais por causa de uma relação que ele insistia em esconder, isto não dá para mim, não me ia esconder a vida toda, nem pensar. Ele é muito importante para mim, mas a minha mãe é mais. Tinha ficado um fim-de-semana fora, o que já não é muito comum. E eu sei como a minha mãe gosta de ter as crias debaixo das asas. Eu já tinha por várias vezes me esticado nas horas por causa dele, e se fosse ter com ele, eu sabia que não me ia portar muito bem, a Marília ainda inventou um esquema para eu ir ter com ele. Do género eu ia ter com ele, e depois dizia-lhe e ela levava-me a casa. Mas teoricamente ela não sabia que eu estava com ele, teoricamente ninguém sabia… a muito custo disse-lhe que não. Eu já estava farta de mentiras. E neste caso eu sabia que ia ficar mal das duas maneiras, se fosse ter com ele ficava mal, porque mais uma vez, por causa dele eu tinha de mentir à minha mãe, mas não ir ter com ele foi suicida, o meu coração ficou pequeno, apertado… eu queria tanto ter estado com ele. Naquele dia e em todos.

No final de Novembro fomos até Belém, comer uns pastéis de Belém e dar uma volta, ainda estivemos ao pé da Torre de Belém e vimos a montanha de ferro que era a Árvore de Natal que só é bonita à noite quando as luzes se acendem e rasgam o negro da noite, e que eu e ele não tivemos oportunidade de ver nesse dia.
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