Julho 2005 III
Mas como sempre o conflito que tive, não deixei transparecer, ninguém tinha percebido o motivo pelo qual eu tinha desistido, mas eu também não quis dar nenhuma explicação, afinal de contas era a minha vida, e ainda era eu que decidia sobre ela, e com o apoio da minha família eu não precisava de mais nada. Tenho que admitir que melhor mãe eu não podia ter, os motivos que lhe tinha apresentado não eram suficientes para as reacções que eu tinha e tenho consciência que ela sabia disse, mas ela respeitou o facto de eu não querer falar, a única coisa que ela conseguia ver é que eu não estava bem e que só o carinho dela me ajudava muito. Só tenho que agradecer a mulher que é a minha mãe. As pessoas que me conhecem um bocadinho sabem que não sou muito de falar de problemas e por isso mesmo pareço estar sempre bem com a vida, divertida e mesmo todos conscientes que a minha vida não está bem eu tenho sempre um sorriso nos lábios. Para mim, apenas basta eu saber que não estou bem, não é necessário que os outros assistam às minhas quedas constantes.
E ultimamente não eram quedas constantes, estava a cair em contínuo, era como se nunca mais tivesse fim… e com isso ia a minha alegria, jovialidade e força de espírito. E como já não conseguia esconder as minhas constantes mudanças de humor, optei por me afastar do pessoal, e isolei-me. Até que tive um rasgo de lucidez e percebi que tinha de sair do marasmo em que tinha transformado a minha vida. E organizei com o pessoal de Lisboa uma canoagem nocturna no final de Julho, curiosamente uma semana antes do casamento do meu primo Rafael, do qual eu tinha um medo enorme, afinal ele certamente ia ser convidado e eu não estava preparada para o ver.
E ultimamente não eram quedas constantes, estava a cair em contínuo, era como se nunca mais tivesse fim… e com isso ia a minha alegria, jovialidade e força de espírito. E como já não conseguia esconder as minhas constantes mudanças de humor, optei por me afastar do pessoal, e isolei-me. Até que tive um rasgo de lucidez e percebi que tinha de sair do marasmo em que tinha transformado a minha vida. E organizei com o pessoal de Lisboa uma canoagem nocturna no final de Julho, curiosamente uma semana antes do casamento do meu primo Rafael, do qual eu tinha um medo enorme, afinal ele certamente ia ser convidado e eu não estava preparada para o ver.

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