Dezembro 2003 V
Ainda neste fim-de-semana foi o aniversário da Catarina, nem a Marina nem o Miguel estiveram presentes, a Marina estava na terra dos pais e o Miguel tinha ido a um casamento. O aniversário foi divertido, sobretudo porque eles não estavam presentes, o que permitiu que eu ficasse à vontade, mas o mais estranho foi quando um amigo meu começou a falar de um rapaz amigo dele, o Ricardo. No início achei piada, mas depois comecei a achar exagerado, e começou a perder a graça, mas ainda assim, na brincadeira disse para ele trazer o amigo um dia desses para conhecer, não a mim mas o grupo. Depois do jantar fomos até às Docas em Lisboa.

E o que eu não estava à espera, aconteceu. O Miguel estava lá com o pessoal do casamento. E já bêbado, perguntou-me se estava chateada com ele, foi a primeira vez que falámos depois de tudo o que tinha acontecido, e a acrescentar à pergunta deu-me uma rosa
, isto é normal? Não, não é. Está bem que ele estava bêbado, mas não estava maluco, não lhe respondi e segui em frente, mas isso não o fez desistir, voltou-me a fazer a mesma pergunta quando teve oportunidade para isso, e desta vez mais sério e a olhar-me nos olhos, tudo aquilo me suava a falso. E ele só fez tudo aquilo porque a Marina estava a km’s de distância, caso contrário nem me teria dirigido a palavra. Ainda me disse que estava magoado comigo, porque o tinha tratado mal, isto é ridículo. O que ele fez durante os últimos meses foi ofensivo para mim, e veio falar-me que o tratei mal, no mínimo grotesco. Ele sugeriu para que falássemos no dia seguinte, e eu disse-lhe quando ele quisesse, era só combinar. Mas essa conversa não aconteceu. E não viria a acontecer tão cedo.
, isto é normal? Não, não é. Está bem que ele estava bêbado, mas não estava maluco, não lhe respondi e segui em frente, mas isso não o fez desistir, voltou-me a fazer a mesma pergunta quando teve oportunidade para isso, e desta vez mais sério e a olhar-me nos olhos, tudo aquilo me suava a falso. E ele só fez tudo aquilo porque a Marina estava a km’s de distância, caso contrário nem me teria dirigido a palavra. Ainda me disse que estava magoado comigo, porque o tinha tratado mal, isto é ridículo. O que ele fez durante os últimos meses foi ofensivo para mim, e veio falar-me que o tratei mal, no mínimo grotesco. Ele sugeriu para que falássemos no dia seguinte, e eu disse-lhe quando ele quisesse, era só combinar. Mas essa conversa não aconteceu. E não viria a acontecer tão cedo.

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