Setembro 1999 II
Nesta altura, jurei a mim mesma que nunca me metia com o Rui, enquanto isso pudesses de alguma forma magoar o Luís.Os meses foram passando em Lisboa, um Inverno mais triste que os outros, toda esta situação deixou-me angustiada e carente, a certeza de ter tomado uma decisão difícil martelava todos os dias. Mas com o passar do tempo ia suavizando, o facto de não os ver permitia tranquilizar a minha consciência de que tinha feito o correcto, e isso para mim era tudo. E por isso dei continuidade à minha vida. Embora quando, esporadicamente, recebia uma carta do Luís revivia toda aquela situação.



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