1996
Já conhecia o pessoal há um ano, e quando os revi parecia que não tinha ficado 12 meses sem os ver. Pareceu estranho criar uma empatia tão grande com um grupo considerável de pessoas, mas na realidade aconteceu. Na altura, eu embora comunicativa era bastante tímida (contraditório mas é verdade - contradição que mantenho até hoje), mas isso não me impedia de brincar com pessoal e alinhar nas travessuras que eles constantemente se sujeitavam uns aos outros, e por isso foi relativamente fácil manter a relação que tive com todos eles até aos dias de hoje.
Nesta altura, o Luís ainda tinha uma queda pela minha prima Cristina, mas fazia um esforço enorme para não se meter com ela e usava-me como escudo.
No início não me preocupei muito com a situação, ele era uma pessoa simpática, e bastante acessível, o que tornava a convivência com ele bastante aliciante. Brincávamos com tudo. À medida que o tempo ia passando mais eu gostava da companhia dele.
Há ainda que referir que a nossa diferença de idades ajudou à nossa relação, ele tem cerca de 4 anos mais que eu. Hoje em dia não se nota a diferença de idades, mas na altura notava-se. Sobretudo, a nível de comportamentos, ele já era um homenzinho (como se costuma dizer), e eu, uma miúda... que via, ainda, o mundo cor-de-rosa, sem maldade e muito romântico.


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